segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Conselho de Ética vota 2º processo contra Renan na quarta-feira


O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), marcou para quarta-feira a votação do segundo relatório aberto no processo de quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).


Neste segundo processo, Renan é acusado de beneficiar a empresa Schincariol junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e grilado terras em Alagoas em parceria com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL) --que está sendo investigado no Conselho de Ética da Câmara.

O relator do segundo processo, João Pedro (PT-AM), já sinalizou na semana passada que deve sugerir o arquivamento das denúncias contra o peemedebista. Hoje, ele disse que não vai cometer injustiças.

"Eu tenho que ter a minha opinião. Se eu for trabalhar com outras, acabo me anulando. Se vai contrariar interesses de A ou B, paciência. A representação é em cima de uma matéria jornalística, temos que analisá-la. Não podemos cometer nenhuma injustiça", disse o relator.

João Pedro afirmou que não vai permitir que influências políticas contra ou a favor de Renan influenciem a votação do seu texto.

"Precisamos separar tecnicamente cada representação. Não vou envolver aspectos da segunda representação com a terceira. Nem com a primeira, que já foi votada pelo plenário do Senado."

Outros processos
Além do caso Schincariol, Renan é alvo de um terceiro processo no Conselho de Ética do Senado que pede a investigação da denúncia de que ele teria usado laranjas para comprar rádios e um jornal em Alagoas.

O PSOL já protocolou uma quarta representação na Mesa Diretora do Senado, em que acusa Renan de ter participado de um esquema de desvio e lavagem de dinheiro em ministérios chefiados pelo PMDB. Essa representação ainda não foi enviada para o Conselho de Ética.


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